Diagnóstico e tratamento da mastite clínica bovina

Dra. Daniela Miyasaka S. Cassol, Médica Veterinária
Gerente Técnica Saúde Animal / PDI
Noxon Saúde Animal, Cravinhos-SP

 

O diagnóstico da mastite clínica é feito por meio da inspeção e palpação da glândula mamária para a identificação do inchaço (edema), do aumento da temperatura, do endurecimento e da dor.
A fase inicial da mastite clínica pode ser facilmente diagnosticada com o auxílio da “caneca de fundo escuro” (caneca telada), antes de cada ordenha. Neste teste são avaliadas as alterações macroscópicas do leite, tais como a presença de coágulos, pus e/ou sangue, visualizados nos primeiros jatos de cada ordenha.

Figura 1. Detecção da mastite clínica (teste da caneca de fundo escuro).
Foto: Daniela Miyasaka.

Após a confirmação da mastite clínica é importante adotar o controle higiênico-sanitário, caso seja de origem ambiental. Ações como antibioticoterapia sistêmica (Forticilina S, Terramax 20LA) e local (Topmast), anti-inflamatórios (Diclofin 5.0), antitérmicos e terapia de suporte devem ser tomadas logo nos primeiros sinais da mastite.
Nos casos de mastites crônicas, é necessário aumentar a resistência imunológica da vaca (fornecer dietas balanceadas) e adotar a antibioticoterapia [instituir o tratamento de vacas secas (Topsec, Selamast)], o tratamento de vacas em lactação e o de novilhas no pré-parto). A utilização de anti-inflamatório (Diclofin 5.0) também é recomendada.
É importante a realização de testes de susceptibilidade antimicrobiana (cultivo, isolamento e antibiograma), pois auxiliam o médico veterinário na escolha do medicamento adequado (LANGONI, 1995). Recomenda-se os seguintes antibióticos: gentamicina, ampicilina, ceftiofur, cefoperazona, amoxicilina, estreptomicina, enrofloxacina, oxitetraciclina, penicilina, tetraciclina, entre outros. Todos os antibióticos quando usados para o tratamento de mastite acarretam em resíduos no leite, por isso é muito importante seguir as orientações da bula do produto e respeitar o período de carência.
A atenção deve ser voltada para o correto manejo de ordenha, evitar a utilização de panos ou esponjas em mais de uma vaca, instruir treinamentos aos ordenadores e fazer a desinfecção das teteiras após a ordenha. Realizar pré e pós-dipping.
Importante: Consulte sempre o Médico Veterinário e siga corretamente as orientações descritas nas bulas dos produtos. Obedecer as boas práticas de aplicação de produtos de uso veterinário.

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